* Entra, em casa, com 3 zagueiros e 2 volantes.
* Deixa Diego Souza, nosso melhor e mais decisivo jogador, na ponta, de costas para o gol.
* Isola Keirrison no ataque. O centroavante, que tem a finalização e tabelas como suas melhores características, isolado, mal consegue pegar na bola.
* Cleiton Xavier torna-se o único elo de ligação da equipe. Dentre 3 volantes uruguaios, pouco consegue fazer.
* Fabinho Capixaba, indicação e queridinho do técnico, faz o de sempre, nada.
* Souza, Pierre e Marcão, volantes e zagueiro de pouca qualidade ofensiva, precisam armar o jogo. Detalhe, os 3 homens de frente estão presos à marcação de 5 uruguaios. Tarefa complicada para quem não tem a habilidade e criatividade como seu forte.
* Após 28 minutos, e alguma pressão uruguaia, Luxemburgo percebe que o time está para lá de defensivo (Que Gênio!) e resolve mexer. O que ele achava antes? Que o Nacional viria com tudo para cima?
* Mantém o esquema de 3 zagueiros, coloca Marquinhos improvisado na ala e Obina (!!) no ataque.
* Sim, após 8 anos, em uma quartas de final de Libertadores, entrou um atacante que chegou um dia antes, mesmo com Ortigoza, treinado 5 meses com o elenco e jogando bem, no banco.
* O substituto, apesar da vontade, mostra porque está sem fazer gols durante todo o ano e deixa clara sua falta de condição física. Mesmo com 2 atacantes de ofício, Luxemburgo obriga Diego Souza a ficar aberto na ponta-esquerda, de costas para o gol.
* Marquinhos recebe insistentemente a bola. Porém, mesmo marcado por 3 adversários, não tem ninguém aberto na ponta-direita para tabelar. Esperar o que de um atacante desontrosado e 4 kg acima do peso?
* Keirrison passa a sair da área e tenta ajudar o sobrecarregado C. Xavier a armar o jogo.
* Diego Souza, desobedecendo o comandante, sai da ponta, recebe passe do camisa 9, de frente para o gol, chuta e marca aquele que deveria ser o gol da vitória.
* Preocupado com o "perigoso" ataque do Nacional, que não criou qualquer oportunidade desde as alterações no primeiro tempo, Luxemburgo resolve tirar Keirrison e colocar o volante Jumar.
* Sim, Jumar. Mozart, contratação de emergência e cara para as escassas alterações permitidas na fase final, sequer está no banco.
* E sim, mesmo com a assistência para o gol, mais de 20 gols no ano, e com seu peso ideal, ele é preterido pelo folclórico Obina e seus carrinhos.
* O time recua e o Nacional empata. Estamos com apenas Obina no ataque e nada podemos fazer nos 10 minutos finais.
* A torcida, cansada disso tudo, xinga o técnico ao final da partida.
* O oportunista diz que a culpa é do torcedor. Simples assim.